19 de agosto de 2026
Seu apartamento está caro ou apenas mal apresentado ao mercado? Como descobrir antes de perder tempo na venda
Quando decidiu vender o apartamento na Vila Romana, o proprietário tinha uma certeza: conhecia o valor do imóvel. Afinal, acompanhava os anúncios do bairro, conversava com vizinhos e sabia quanto havia investido na reforma. O problema apareceu depois. Durante semanas, quase ninguém marcou visita. Os poucos interessados faziam propostas muito abaixo do esperado. A pergunta começou a incomodar: será que os compradores não entendiam o valor do apartamento ou o preço estava afastando todo mundo?
Essa situação é mais comum do que parece. O proprietário costuma somar o que pagou pelo imóvel, o custo da reforma, a valorização que imagina ter ocorrido e uma margem de segurança. O comprador, por outro lado, compara aquela unidade com outras disponíveis hoje, calcula os custos mensais e pensa no quanto precisará desembolsar até conseguir morar ali. São perspectivas diferentes sobre o mesmo imóvel.
O preço emocional quase nunca é o preço de mercado
O apartamento tem história. Talvez tenha sido o primeiro imóvel da família, o lugar onde os filhos cresceram ou o resultado de anos de trabalho. Tudo isso tem valor afetivo, mas não necessariamente aumenta o preço que o mercado está disposto a pagar. Uma cozinha reformada pode ser um diferencial, mas o comprador avalia se o acabamento combina com seu gosto, se o condomínio cabe no orçamento e se existem alternativas semelhantes em Perdizes, Pompéia ou Água Branca.
Por isso, a avaliação precisa começar com uma conversa honesta. Quanto o proprietário gostaria de receber? Qual é o prazo desejado? Existe financiamento ou outra compra dependendo da venda? O imóvel precisa ser vendido rapidamente ou é possível aguardar uma oportunidade? Sem essas respostas, até um bom preço pode ser uma estratégia ruim.
O anúncio do vizinho não conta a história inteira
É natural olhar para o apartamento ao lado e pensar: “Se ele está anunciado por esse valor, o meu também pode estar”. Mas anúncio não é venda concluída. O imóvel pode estar há meses nos portais, pode ter recebido descontos ou pode ter características que justificam a diferença. Um apartamento com uma vaga a mais, andar alto, vista aberta e condomínio menor não é um concorrente idêntico a outro com a mesma metragem.
Os dados disponíveis ajudam a entender o contexto, mas precisam ser lidos com cuidado. A Abecip divulgou que o preço médio anunciado em São Paulo chegou a R$ 11.882 por metro quadrado ao fim de 2025, com base no FipeZAP e em imóveis usados. [1] Essa média mostra a dimensão do mercado, mas não diz quanto vale automaticamente uma unidade na Lapa ou em Pirituba. A rua, o prédio e o estado do apartamento continuam sendo decisivos.
O mercado também não parou. O Secovi-SP registrou 9.308 unidades residenciais novas comercializadas na cidade em junho de 2026 e 114 mil no acumulado de 12 meses. [2] Há compradores, mas eles estão diante de muitas opções e costumam negociar quando percebem que o preço não corresponde ao conjunto da oferta.
O que muda quando alguém olha o imóvel de fora
Um olhar profissional ajuda a separar orgulho, expectativa e evidência. Em uma avaliação, é possível identificar se a reforma realmente agrega valor, se as fotos valorizam os ambientes, se o preço do condomínio prejudica a comparação e quais imóveis disputarão a atenção do mesmo comprador.
Às vezes, a correção não está apenas no valor. Pode ser necessário melhorar a apresentação, organizar documentos, ajustar a descrição ou escolher uma estratégia de divulgação mais precisa. Em outras situações, o preço inicial está acima da faixa que gera visitas e precisa ser reposicionado antes que o anúncio perca força.
O objetivo não é convencer o proprietário a aceitar menos. É evitar que ele perca tempo defendendo um número que o mercado não reconhece, enquanto imóveis concorrentes avançam. Preço correto aumenta a qualidade das conversas e dá mais segurança para negociar.
Conclusão: antes de anunciar, converse com quem conhece o bairro
Vender um apartamento não deveria começar com um palpite retirado de um portal. Deveria começar com uma leitura cuidadosa do imóvel, da concorrência e dos objetivos da família proprietária.
Na Kolarovic Soluções Imobiliárias, o atendimento é próximo e personalizado. A Débora, CRECI 87021, tem mais de 20 anos de experiência, é avaliadora credenciada pelo CNAI e conhece profundamente bairros como Vila Romana, Lapa, Perdizes, Pompéia e Água Branca. Se você está pensando em vender, fale com a Kolarovic antes de definir o preço: uma avaliação bem feita pode evitar meses de espera e tornar a negociação muito mais clara.
